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Tendência na confeitaria: o matchá é o novo pistache?

Durante os últimos anos, poucas tendências movimentaram tanto a confeitaria quanto o pistache. Ele virou símbolo de sofisticação, estampou vitrines, ganhou versões industriais e conquistou o público com rapidez. 

A febre foi tão grande que muitos chefs acreditaram que, em 2025, o pistache começaria a perder força para outros sabores premium — como a cereja amarena. Mas nada disso aconteceu.

Como explica a Chef Maíra Benevenuto, consultora da Seara Margarinas, “o pistache continua tendo uma força muito grande e seu valor segue alto, agregando muito ao produto final.”

Mesmo assim, uma nova pergunta surgiu nas cozinhas profissionais: o matchá pode ser o novo pistache? Continue lendo e descubra!

Confeitaria artesanal e busca por itens com apelo saudável


A cor chamativa, o apelo saudável e sua presença crescente em bebidas, sobremesas e produtos lácteos acenderam essa discussão. Mas, ao analisar o sabor, comportamento de consumo e repertório do mercado, percebemos que a resposta não é tão simples.

O pistache conquistou o público porque é sofisticado, mas familiar. Mesmo sendo uma oleaginosa premium, ele remete a sabores já conhecidos. “Muitas vezes o pistache lembra amendoim, noz ou castanha”, comenta Maíra. É essa familiaridade que faz com que pessoas que nunca provaram pistache estejam dispostas a experimentar — seja na confeitaria artesanal ou em versões industrializadas de recheios, pastas e saborizantes. Assim, o pistache passou a ocupar todos os espaços: vitrines, cafés, gelatos e produtos prontos.

O matchá, por outro lado, chega com uma proposta completamente diferente. Ele não tenta se parecer com nada. É intenso, herbal, terroso, marcante. Um sabor que não passa despercebido — e que divide opiniões. Como explica a chef, “você coloca o matchá na boca e sabe que é matchá. Ele tem um sabor muito singular.” Essa característica sensorial faz com que a aceitação do ingrediente seja menor, principalmente entre consumidores que têm resistência ao termo “chá”. Só de ouvir que vem do chá verde, muitos já rejeitam antes mesmo de provar.

Ainda assim, o matchá cresce no imaginário popular porque entrega algo que o consumidor moderno procura: estética. A cor verde vibrante, extremamente instagramável, deu ao ingrediente o mesmo impulso inicial que um dia impulsionou o pistache. De smoothies a croissants recheados, passando por entremets e cookies, o matchá ganhou espaço principalmente em confeitarias de pegada contemporânea, inspiradas no minimalismo japonês e na confeitaria asiática.

Matchá: a tendência que vem ganhando espaço na confeitaria

Esse movimento, segundo Maíra, faz sentido dentro do conceito de tendência: “Podemos dizer que o matchá está virando uma febre igual ao pistache em termos de popularidade nas redes e nas sobremesas. Mas sua aceitação ainda não se compara.”
Ele funciona muito bem em entremets, cheesecakes, mousses, bebidas lácteas, cookies e sobremesas minimalistas — especialmente quando combinado com frutas vermelhas, chocolate branco ou notas cítricas.

Ainda de acordo com a chef, o matchá é um ingrediente que diferencia, posiciona o cardápio em um patamar mais premium e conversa com consumidores que buscam novidades, sofisticação e sabores modernos. “Se falarmos de febre, ele pode ser considerado o novo pistache. Mas em tamanho de consumo e conhecimento do público, o matchá não se compara”, destaca.

Para confeiteiros, isso abre uma oportunidade valiosa. No fim das contas, o pistache continua rei. Mas o matchá surge como uma opção muito promissora não para substituir, mas para expandir as possibilidades criativas da confeitaria brasileira. Aproveite para saber mais sobre como inovar combinando ingredientes com técnicas globais:

https://www-jbs-com-br-6.rds.land/gradina-fusion-food

Andreia Lemos

publicado por

Andreia Lemos

publicado em

19/12/2025

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